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A ação Coletiva no século XXI. O Trabalho Autônomo e o Cibertariado

O capítulo retoma a dicotomia capital × trabalho na sociedade contemporânea para demonstrar que, sob o discurso neoliberal da superação da luta de classes, persistem — e se renovam — as formas de exploração da força de trabalho. Diante da figura do trabalhador convertido em "empreendedor" e da dispersão do antigo operário do chão de fábrica, o texto investiga a perda da consciência de classe e os caminhos para a reorganização da ação coletiva no século XXI, no contexto do trabalho autônomo e do chamado cibertariado. O estudo organiza-se em três partes: o paradigma do trabalho subordinado na sociedade moderna; a ação coletiva na modernidade, sob a égide do trabalho livre e subordinado; e a ação coletiva no século XXI, no contexto do trabalho autônomo e do cibertariado.

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Carlo Cosentino

A Reconfiguração Teórico-Dogmática do Pressuposto Autonomia no Direito do Trabalho, na Esteira da Versão Analítica de Everaldo Gaspar Lopes de Andrade

O capítulo enfrenta um tema negligenciado pela doutrina jurídico-trabalhista clássica: a autonomia do Direito do Trabalho e a ameaça à sua própria existência diante da Revolução Informacional e do avanço da ideologia liberal — da empregabilidade ao empreendedorismo e à falsa ideia de "compartilhamento" —, que conduz à abolição do sistema protetivo das relações de trabalho. A partir da versão analítica de Everaldo Gaspar Lopes de Andrade, que reescreveu a Teoria do Conhecimento Jurídico-trabalhista sob os fundamentos da teoria crítica, propõe-se reconfigurar teórico-dogmaticamente o pressuposto da autonomia mediante a deslocação do próprio objeto do Direito do Trabalho.

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Carlo Cosentino

Neotaylorismo digital e a economia do (des)compartilhamento

O presente artigo tem como objeto os modelos de divisão do trabalho da economia do compartilhamento a partir das formulações apresentadas pela administração científica contemporânea. Descreve o neotaylorismo digital aplicado às plataformas informacionais, em modelos considerados "bem-sucedidos" pelo capitalismo cognitivo, contudo onerosos socialmente. Neles, os "colaboradores" são chamados a "empreender" sem proteção social mínima, com renda insatisfatória, em jornadas extenuantes, sem estabilidade alguma, desprovidos de identidade de classe e distantes de garantias básicas, como seguridade social. O estudo parte, assim, para duas proposições: revelar a falsidade da expressão "economia do compartilhamento", uma vez que ela é, na verdade, instrumento de reforço do espírito individualista e concorrencial neoliberal; e alertar para a necessidade de restauração da consciência de classe, agora de caracteres ao mesmo tempo reformistas — para ampliar os cânones da proteção e garantir dignidade a todos os trabalhadores e trabalhadoras — e revolucionários, para restabelecer as lutas emancipatórias também no campo digital.

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Carlo Cosentino

O Sindicalismo Contemporâneo e as Teorias dos Movimentos Sociais

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Carlo Cosentino

Financeirização do Sistema de Previdência e o Ataque aos Direitos Sociais

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